29 maio, 2010

Doenças dermatológicas em filhotes de cães e gatos

Sarna negra (demodicidose)
Um distúrbio imunológico celular incapacita, no filhote, o controle da população de ácaros, os quais são sempre herdados da mãe ou, segundo alguns estudos, também do pai. Os mais acometidos são os cães (ácaros Demodex Canis e Demodex Injai), principalmente os de pelo curto (67% - Delaye, E. H. 2002) e das raças  American Pit Bull Terrier, Boxer, Bull Dog, Bull Terrier e Shar Pei. Nos gatos, a transmissão é semelhante, mas pode ocorrer também entre filhotes (ácaro Demodex Cati) e entre adultos (Demodex Gatoi). Nenhum desses ácaros passa para o Homem. 



Alguns sintomas da demodicidose são falhas no pelame, queda excessiva de pelos, pigmentação excessiva, hipertrofia da camada epidérmica, descamação, crostas e úlceras. Coceira só ocorre em casos de infecção secundária, bastante comum tanto em cães como em gatos. O diagnóstico é confirmado por exame parasitológico de raspado cutâneo. 

O mal não tem cura, mas é controlado com medicação oral e banhos. As infecções secundárias são combatidas com antibióticos. Depois de três exames de raspados negativos, o animal recebe alta. Castram-se os portadores para evitar transmissão.

Escabiose 
Conhecida também como sarna sarcóptica nos cães e sarna notoédrica nos gatos, é transmitida de animal para animal e de animal para o Homem. Os ácaros (Sarcoptes Scabiei, nos cães e Notoedris Catis, nos gatos) perfuram galerias sob a camada superior da pele, causando coceira intensa, escoriações, hiperpigmentação, vermelhidão e falha nos pelos. Nos cães esses sinais podem acontecer no pavilhão auricular, na articulação do cotovelo ou no corpo inteiro. E, nos gatos, no pavilhão auricular, na cabeça ou na região periodontal. 

Deve ser tratado o animal que teve contato com o animal portador. O humano que teve contato com o animal afetado, caso apareça nele lesão ou coceira, dever procurar um médico. Usam-se medicamentos tópicos, orais e injetáveis, em geral com bom resultado. A escabiose acomete principalmente animais de pelagem curta e hábitos errantes. Depois de curado, o animal deixa de ser portador - só não desenvolve resistência. 

Micose 

Considerada uma zoonose, a dermatofitose talvez seja a micose mais diagnosticada em cães e gatos filhotes e adultos, mas é também a campeã em erros de diagnóstico. De 4.756 amostras de cães suspeitos, apenas 8% eram positivas em dermatofitose (Wright, 1989). E, de 8.349 cães e gatos suspeitos, somente 16% portavam o mal (Sparks, ET AL). 

A transmissão do fungo causador (geralmente o Microsporum canis, o M. gypseum, o Trychophyton mentagrophytes ou o T. rubrum) Ocorre por contato direto ou indireto. Alguns sinais clínicos são queda de pelos, aparecimento de lesões com aparência suja e formação de crostas e escamas, localizadas ou generalizadas. A micose pode ser superficial (dermatofitose e malasseziose) ou profunda (esporotricose e criptococose) e não causa coceira. 



O diagnóstico é feito por exame clínico com lâmpada de Wood (luz específica para o diagnóstico) e, principalmente, por cultivo micológico. No tratamento, que é demorado, usa-se medicação tópica e sistêmica (que age em todo o organismo). As raças mais sujeitas são o Persa e o Yorkshire. 

Prefira sempre um profissional especializado 

Quando houver alteração na pele do filhote, não deixe para depois: opte por um médico veterinário com experiência em dermatologia veterinária. 

4 comentários:

  1. meu gATO CAIU O PELO EM ALGUMAS PARTES DO CORPO O QUE PODE SER E O QUE DEVO FAZER

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  2. Meu cachorro é um vira lata e tem problemas de queda de pelo em excesso, descamação tipo uma caspa seca, e ultimamente tem se mordido tanto que chega a sangrar. Já levei a vários veterinários, e nada resolve. Já usou vários shampoo manipulados, tomou remédios passado pelos médicos e nada. Me ajude a curar meu cachorro, por favor.

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  3. Meu PitBull esta com todos esses sintomas

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